Pra quem mora em São Paulo e percebe a pluralidade de
culturas e estilos que existem entre as pessoas, não imagina como é viver fora
daqui, principalmente entre o público jovem que gosta de sair e procura sempre
a melhor opção pra se divertir fora de casa. Conversamos com Gabi Santos e
Nádia Ferrero, que moram em Campo Grande, Mato Grosso do Sul pra saber como
funciona a cena musical local e o que elas costumam ouvir:
(Foto: Eduardo da Costa)
RegioCultura - Como funciona a cena musical local e como é o
publico na região?
Gabi Santos - Aqui o público maior é voltado para o
sertanejo, depois vem o rock. Questão de público é forte para os dois estilos.
RC - Quais lugares você costuma frequentar e quais grupos ou
bandas locais você gosta de ouvir?
Nádia Ferrero - Bom, costumo frequentar o Bar Fly, Holandês
Voador e Bar do Jack, são lugares que sempre tem apresentação de bandas. Mas o que
mais tem apresentação de banda independe é o Holandês Voador. Eu gosto de ouvir Jaroslaw, Burning Universe,
Med Man Convoy, Codinome Whinchester, Jelly Rogers, Jaroslaw e Opuesto.
Gabi Santos - Costumo frequentar locais aonde toca hardcore
e rock dos anos 90/2000. Bandas
locais autorais: Burning Universe, Tonelada, bandas covers: On The Road, Lynks,
Foogha.
RC - Qual grupo ou banda são os mais influentes na região?
NF - Acho que as bandas mais influentes são Codinome
Whinchester (os caras tocam em varias outras cidades fora do MS e sempre abrem
show grande aqui em CG) Tonelada (banda de Dourados MS também tocam bastante p
fora e sempre vem p CG) Tinha outra banda também que eu não sei se ainda estão
na ativa, mas eram bastante influentes, chegaram a abrir shows do Dead Fish
aqui em CG, chamada DDO (dor de ouvido). Tinha outra banda também que não estão
mais ativas, mas até hoje são de importância na cena local, chamada Venom Dead.
GS - Tonelada para o público Rock e Marina peralta para o
público do reggae.
RC - As casas de shows e as prefeituras/governo do estado
incentivam a cultura musical local independente?
NF - A meu ver: não. Falta casa pra bandas se apresentarem,
quando tem role é vazio, ninguém cola. Esses tempos teve uma batalha d bandas
com varias bandas de MS, eu fui, mas dava até vergonha de tão vazio que estava.
Ninguém investe. É meio raro...
GS - Tem um projeto que chama som na concha, que é
organizado pela prefeitura, que incentivam sim, inclusive até paga cachê. Já as
casas noturnas optam mais pelos covers, raramente rola algo independente.
RC - Comente como você conheceu os grupos/bandas da região e
o que eles significam na sua vida?
NF - Conheci a maioria das bandas indo a roles e vendo o
trabalho dos caras.
GS - conheci nos roles, uma pessoa que comenta e assim vai.


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