terça-feira, 30 de maio de 2017

Quando falamos em segurança pública no Brasil, sempre remetemos aos problemas recorrentes informados diariamente nos noticiários televisivos e digitais, porém existem visões diferentes entre as diversas regiões que compõem o Brasil. Em cada local há uma percepção diferente em relação à violência e ao se sentir seguro, mas para colocarmos isso em números, primeiro necessitamos saber o que engloba a segurança pública: de acordo com a constituição nacional de 1988, a segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos: I - polícia federal; II - polícia rodoviária federal; III - polícia ferroviária federal; IV - polícias civis; V - polícias militares e corpos de bombeiros militares. Contudo, por mais que a constituição aponte quais são os órgãos e qual o dever de cada organização, não fica claro a quem protegem e a quem investigam, portanto, este fato ligado aos problemas de investimento e administração traz a tona a insegurança e a segurança do depois, já que não há programas de prevenção eficazes no combate ao crime. 
(Fonte: Fórum Brasileiro de Segurança Pública - http://www.forumseguranca.org.br) 

Outro fator que contribui para a situação atual no país é o despreparo por falta de treinamento dos combatentes, o que aumenta a sensação de insegurança da população. De acordo com uma pesquisa levantada pelo IPEA, ao questionar as pessoas sobre o medo de sofrer um homicídio, a região Nordeste apresenta os maiores números, cerca de 86% dos nordestinos temem ser assassinados, em seguida vem às regiões Sudeste e Norte com 78,4% cada, já a região Sul é a que apresentou o maior número de pessoas que se sentem mais seguras, cerca de 12,8%. De acordo com a Professora da Universidade Cândido Mendes e de diversas escolas superiores de polícia, Jacqueline Muniz, que foi diretora da Secretaria Nacional de Segurança Pública e coordenadora de Segurança, Justiça e Cidadania do Rio de Janeiro:
“A polícia tem competência para agir antes, durante e depois do crime. Quando fica refém da repressão, deixa de exercer seu mandato e está sempre correndo atrás, enxugando gelo e desgastando esse recurso de força. O recurso repressivo é fundamental, mas não pode ser aplicado de maneira ordinária” avalia, “Você vai sempre precisar de mais repressão e será sempre a polícia do depois. Pode comprar viatura, armamento e munição à vontade. Os crimes vão continuar crescendo e a população só vai ter uma percepção maior do medo e do terror”, completa.
Já para o perito criminal Samuel Alves de Melo Neto, acredita que o Estado não consegue mais acompanhar o crescimento do crime organizado, da pobreza e faltam politicas públicas o desenvolvimento urbano e acrescenta que:
"o que eu acho que seria bastante interessante, seria a integração entre as três polícias (...) Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Cientifica,
eu acho que as 3 tem que estar trabalhando em perfeito compasso", na forma de atuação da segurança pública nos estados.
Portanto, o crescimento desenfreado das cidades grandes, a péssima distribuição de renda, a falta de políticas públicas eficazes para a população dos estados em geral e os problemas de investimentos em saúde, educação e moradia, acarretam no alto índice de criminalidade. A segurança pública por sua vez encontra dificuldades, desde péssimas administrações, más condições nos treinamentos (para prevenção, combate durante e depois dos crimes) e a falta de elo entre todos os órgãos de combate a insegurança, culminam no medo da população na sua vida cotidiana.


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