Baião de dois, sarapatel, fava... Comidas do nordeste que, ainda hoje,
não são tão conhecidas e são vistas com maus olhares.
A culinária nordestina é fácil de ser distinguida das
demais, seu aroma e seus temperos são diferenciados. Entretanto, mesmo o Brasil
sendo um país miscigenado, o preconceito com a comida ainda impera. Para João
Barreto da Silva, dono da rede de casas do Norte “Barreto”, não apenas o
brasileiro, como pessoas de outras nações ficam “com um pé atrás”, por
desconhecer os nomes ou sabores.
João acredita que as casas do norte tem um grande papel na
difusão da cultura nordestina. “Por conta destes estabelecimentos, a população
acaba conhecendo a fava, o sarapatel, mas em lugares que não tem casas do norte,
as pessoas ficam um pouco mais restritas e acabam por não ‘gostar’ da comida”,
afirma Barreto. Para quem ainda não experimentou a comida, ele recomenda que
coma o baião de dois e a fava, pois são bem temperados, mas não tão fortes como
a buchada, por exemplo.
Lucas Moreno, paulista, faz parte do time que rejeita a
comida. “A maior parte dos ingredientes são ruins, a maioria é exótico, não
gosto”. Além dele, Aníbal Grande também tem certo receio, principalmente com
sarapatel: “o gosto é muito forte, não tenho costume de comer comidas assim”,
alega.
O sarapatel é um prato típico da região, principalmente no
Pernambuco e Ceará, e é feito com toucinho, língua, fígado, coração e sangue de
porco. Outro prato considerado “estranho”, é a buchada de bode, no qual os
rins, fígado e vísceras do animal são usados na sua constituição.
O dono da casa do norte já está em São Paulo há mais de 30
anos, veio de Água Branca – Paraíba, há 25 criou o estabelecimento, hoje são 5
filiais, uma em Osasco, três em Barueri, outra em Santana de Parnaíba.
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| Casa do Norte Barreto, unidade de Barueri - SP | Fotos: Dayane Lima |


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