segunda-feira, 22 de maio de 2017

Baião de dois, sarapatel, fava... Comidas do nordeste que, ainda hoje, não são tão conhecidas e são vistas com maus olhares.

A culinária nordestina é fácil de ser distinguida das demais, seu aroma e seus temperos são diferenciados. Entretanto, mesmo o Brasil sendo um país miscigenado, o preconceito com a comida ainda impera. Para João Barreto da Silva, dono da rede de casas do Norte “Barreto”, não apenas o brasileiro, como pessoas de outras nações ficam “com um pé atrás”, por desconhecer os nomes ou sabores.
João acredita que as casas do norte tem um grande papel na difusão da cultura nordestina. “Por conta destes estabelecimentos, a população acaba conhecendo a fava, o sarapatel, mas em lugares que não tem casas do norte, as pessoas ficam um pouco mais restritas e acabam por não ‘gostar’ da comida”, afirma Barreto. Para quem ainda não experimentou a comida, ele recomenda que coma o baião de dois e a fava, pois são bem temperados, mas não tão fortes como a buchada, por exemplo.
Lucas Moreno, paulista, faz parte do time que rejeita a comida. “A maior parte dos ingredientes são ruins, a maioria é exótico, não gosto”. Além dele, Aníbal Grande também tem certo receio, principalmente com sarapatel: “o gosto é muito forte, não tenho costume de comer comidas assim”, alega.
O sarapatel é um prato típico da região, principalmente no Pernambuco e Ceará, e é feito com toucinho, língua, fígado, coração e sangue de porco. Outro prato considerado “estranho”, é a buchada de bode, no qual os rins, fígado e vísceras do animal são usados na sua constituição.

O dono da casa do norte já está em São Paulo há mais de 30 anos, veio de Água Branca – Paraíba, há 25 criou o estabelecimento, hoje são 5 filiais, uma em Osasco, três em Barueri, outra em Santana de Parnaíba. 

Casa do Norte Barreto, unidade de Barueri - SP | Fotos: Dayane Lima



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